Terça-feira, 3 de Dezembro de 2013

Antídoto

A minha leitura do ano vai para o livro de José Luís Peixoto: Antídoto, editado em 2003. É uma novela de contos inspirada no universo musical do disco The Antidote (Century Media, 2003) dos Moonspell. São palavras que entram no pensamento e nas emoções.

Descobri o livro numa tarde friorenta deste ano, em que já tinha tirado o resto da tarde para ficar em casa, mas resolvi sair e passear. Dei por mim já estava dentro daquela livraria, porque os pensamentos às vezes levam-me a esse lugar, entrei à procura deste livro que desconhecia e que ainda não sabia que o ia comprar, descobri-o na secção de livros de poesia, estava disposto juntamente com livros de bolso e livros intensos, lembro-me de estar a olhar para cada livro da estante, em que o Antídoto, e sem o conhecer, cativou-me pelo nome e pelo autor. Quis assim comprar estas 87 páginas que me despertaram o interesse pela breve leitura ainda dentro da livraria. Recomendo pelas palavras e viagens de cada conto.

 

Cito Fernando Ribeiro (Moonspell): "...nesta mistura de veneno e antídoto, de horror e beleza, sem forma, limites ou condições, existe um espírito que espalha um eclipse, que volta as costas à encruzilhada, que depois das nuvens é o medo, que debaixo da pele é o medo."

 

Cito José Luís Peixoto: "Como sangue, somos lágrimas. Como sangue, existimos dentro dos gestos. As palavras são, tantas vezes, feitas daquilo que significamos. E somos o vento, os caminhos do vento sobre os rostos."

 

Participação no desafio: As vossas leituras de 2013, promovido pelo SAPOblogs.

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publicado por Nica às 21:39
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Quinta-feira, 7 de Março de 2013

Escadas de Incêndio


Nova Iorque

Não houve uma única vez em que ao passar por elas, me passassem despercebidas, trazem-me um sentimento de nostalgia, e um certo interesse em ficar a observá-las, pelo grafismo característico, e a beleza que conferem aos edifícios, pela disposição em que são colocadas, pela forma como funcionam na construção. As sombras projectadas nas paredes e janelas, o ferro disposto em tubos sólidos e frios, a dinâmica da estrutura.
Penso que não estejam só relacionadas à necessidade, pelo simbolismo que o próprio nome lhes atribui.
Por mais simples que sejam, têm sempre uma aparência grandiosa, porque mesmo estando algumas degradadas pelo tempo conseguem sempre um segundo olhar meu.

Image via: oesquema.com.br

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publicado por Nica às 01:43
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Terça-feira, 24 de Abril de 2012

Curtas

# Quando levamos o chapéu de chuva e afinal de contas não choveu.
# E quando no dia a seguir não levamos o chapéu... chove!
# Quando alguém deita uma pastilha mascada para o chão e pisamos.
# Quando estamos com pressa e temos que andar às voltas para nos desviarmos das pessoas que andam devagar nos passeios.
# Quando falta a luz e estás num elevador.
# Quando pensas que tinhas ligado o despertador e na manhã seguinte descobres que não.
# Quando chegas a casa depois do supermercado e vês que te esqueces-te de algo.
# Quando no telemóvel tens um tarifário com mensalidade e não carregas-te no dia a carregar.
# Quando pensas que o depósito da gasolina ainda chega para mais alguns quilómetros e passas a única bomba sem dar por isso, porque te distraís-te com a música e os teus pensamentos.
# Quando o ATM te diz: "Retire o seu dinheiro.", quando já o retiras-te.
# Quando estás a tirar a roupa seca da corda de um andar considerável e cai uma das poucas molas que tens.
# Quando vais para o banho e no final reparas que te esqueces-te da toalha.
# Quando vais ao YouTube pesquisar algum tema e acabas a ver outro que não lembra a ninguém.
# Quando algum esperto num computador de um ciber café se lembra de trocar a tecla do insert com a tecla do delete.
# Quando vês um filme de terror pela segunda vez e dizes que já nada te assusta, e depois enganas-te.
# Quando estás com pressa para sair e tens aquela sensação de te estares a esquecer de alguma coisa e não sabes o quê.
# Quando tocam às 11h00 à campainha e dizem que é o correio, e passado 20 minutos voltam a tocar, e não é que é novamente o correio!
# Quando procuras algo nos sítios mais estranhos porque não te lembras onde deixas-te, e afinal está mesmo "à tua frente".
# Quando alguém na rua chama pelo teu nome e olhas para trás, mas era para outra pessoa.
# Quando no final do jantar feito para cerca de dez pessoas te esqueces-te de por sal.

# Quando entras numa livraria com o objectivo de comprar um livro e compras três, chegas a casa e queres lê-los ao mesmo tempo.

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publicado por Nica às 22:30
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