Quarta-feira, 18 de Dezembro de 2013

A Ilha de Staffa

Estava no ano de 1829 era Verão, tinha então Félix Mendelssohn Bartholdy 20 anos, chegou até à ilha misteriosa de barco, como sendo o único meio de transporte. Ansiava por descobrir o desconhecido, e o mágico mar, com as ondas a guiarem o barco que o levava, a paisagem marinha que lhe transmitia calma e ao mesmo tempo tempestuosidade, o cheiro da maresia que lhe abria a imaginação, os sons sobrenaturais das ondas e das aves, que comparava com cada nota musical, e a primeira aparição da caverna que iluminou os pensamentos, conhecida como gruta de Fingal, situada na pequena ilha deserta de Staffa, que faz parte de um conjunto de ilhas (algumas habitadas e outras desertas até hoje) - as Hébridas, a oeste da Escócia. Foi uma chegada grandiosa de barco, ao avistar os primeiros sinais da majestade do local, onde a imponência da gruta com os seus 20 metros de altura e 75 metros de profundidade, o tecto arqueado, fizessem com que os ecos das ondas do mar lhe lembrassem um som parecido ao de um órgão de catedral, a própria arquitectura natural do tempo fez com que a gruta parecesse uma catedral digna de ser visitada.

Ficou tão impressionado e até inspirado a compor a sua obra, tendo enviado uma carta com a composição, no mesmo dia à sua irmã, que também estava ligada à música, para lhe demonstrar o quanto aquele lugar lhe tinha marcado. Mendelssohn ficou um ano a trabalhar na obra tendo-a nomeado de Die Hebriden (As Hébridas) na partitura de orquestra; e nomeou Die Fingalshöhle (A Gruta de Fingal) nas partes de cada instrumento.

 

As Hébridas OP.26

 

Link para verem galeria de fotos das Hébridas: globeholidays.net


Para além de Mendelssohn, vários artistas Românticos* também ficaram inspirados com estas grutas; Jules Verne, Turner, entre outros.



* Romantismo foi um movimento artístico, político e filosófico que surgiu nas últimas décadas do século XVIII na Europa até grande parte do século XIX.

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publicado por Nica às 00:44
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1 comentário:
De Rogerio Franco a 9 de Janeiro de 2014 às 19:32
As grutas sao magnificas, e nao é de admirar que o poema sinfonico "As hébridas", seja assim tao interessante de ouvir.

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